Oswaldo Montenegro: aos 70 anos, ele dança conforme as suas próprias músicas
“A Dança dos Signos”
No Qualistage, dia 24 de outubro,
em turnê comemorativa
Aos 70 anos, Oswaldo Montenegro celebra sua trajetória artística voltando a um dos maiores fenômenos de sua carreira. “A Dança dos Signos”, espetáculo que conquistou plateias ao unir música, teatro, humor e astrologia, chega ao Qualistage, na Barra da Tijuca, no dia 24 de outubro, em uma montagem que combina a memória afetiva da obra com recursos multimídia e novas possibilidades cênicas.
Compositor, cantor, instrumentista, poeta, dramaturgo e diretor, Montenegro construiu uma carreira marcada pela liberdade criativa e pela capacidade de transitar entre diferentes linguagens. Em seu repertório, canções como “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Intuição”, “Incompatibilidade” e “A Lista” atravessaram gerações, consolidando a identidade de um artista que transforma experiências humanas em música, reflexão e narrativa. No palco, sua atuação vai além da interpretação: ele conta histórias, conversa com o público, emociona e também provoca risos, conduzindo a plateia por um universo em que a poesia e o cotidiano caminham juntos.
Em “A Dança dos Signos”, a astrologia serve de ponto de partida para uma investigação bem-humorada dos tipos humanos. Entre um signo e outro, Montenegro apresenta personagens, brinca com comportamentos e estabelece conexões com figuras marcantes da música mundial. O ariano Elton John aparece na referência a “Your Song”, enquanto John Lennon, Paul McCartney, Bob Dylan e Chico Buarque integram o passeio musical. O roteiro também recupera sucessos da carreira do compositor e inclui seu consagrado poema “Metade”, numa costura que combina emoção, humor e reflexão.
A montagem comemorativa reúne, ao lado do artista, a flautista Madalena Salles, sua companheira de longa data nos palcos, o multi-instrumentista Alexandre Meu Rei e a violoncelista Janaína Salles. Com Montenegro na viola de 12 cordas, o espetáculo ganha novas dimensões visuais por meio de um amplo painel de LED, participações virtuais, jogos de sombras e coreografias que ampliam a interação entre palco e imagem. Mais de 50 profissionais participam da produção, que tem direção de fotografia, edição e colorização de Ian Ruas e direção de arte, figurinos e adereços de Teca Fichinski. A produção é de Kamila Pistori, com assistência de direção artística de Madalena Salles.
Por trás da brincadeira com os signos, há uma reflexão sobre diversidade e convivência, ao se retratar diferentes tipos humanos. A astrologia organiza a narrativa, mas o verdadeiro assunto é a humanidade, com suas diferenças, afinidades e possibilidades de encontro.
Ao remontar a obra para celebrar sete décadas de vida, Montenegro demonstra que revisitar o passado não significa ficar preso a ele. O artista atualiza a linguagem, preserva a essência do espetáculo e reafirma sua inquietação criativa. No Qualistage, “A Dança dos Signos” será uma celebração de sua história e da capacidade de uma criação artística continuar dialogando com diferentes gerações.
A liberdade de ser diferente - Por trás da brincadeira astrológica, há uma ideia que dá sustentação ao espetáculo: a convivência entre as diferenças. Cada signo representa um perfil, mas nenhum existe sozinho. Todos dividem o mesmo painel, com suas particularidades, qualidades e excessos. A diversidade, nessa perspectiva, deixa de ser um problema a resolver e passa a ser parte essencial da experiência coletiva.
É uma proposta que ultrapassa o universo da astrologia. Ao rir dos estereótipos, ou se emocionar com eles, o público é convidado também a relativizar os próprios julgamentos. Ninguém cabe inteiramente numa classificação, e compreender o outro exige mais do que encaixá-lo numa definição rápida.
Essa é uma das chaves para entender a permanência de “A Dança dos Signos”. O espetáculo oferece entretenimento, mas não se esgota nele. Há música, emoção, humor, poesia e um convite à reflexão que acontece, como quem compartilha uma descoberta durante uma conversa. A experiência produz um bem-estar difícil de explicar racionalmente, talvez porque a arte, quando encontra a mensagem certa, não precise justificar cada sentimento que provoca.
Sábado - 24 | OUTUBRO
Show às 21h30
Casa abre 19h30
QUALISTAGE
A partir de R$ 70,00
De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados
Acessibilidade
Classificação: 18 anos