

A recente onda de descredenciamentos promovida pela SulAmérica Saúde, após sua incorporação pela Rede D'Or, tem provocado profundas mudanças na assistência prestada aos seus beneficiários. Mais do que uma decisão administrativa, trata-se de uma medida que rompe vínculos construídos ao longo de décadas entre médicos e pacientes, gerando insegurança, sofrimento e prejuízos à continuidade do cuidado.
A CLÍNICA DA MULHER Anna Paola Noya Gatto, referência na Bahia foi credenciada da SulAmérica por mais de 30 anos. Nesse período, milhares de mulheres confiaram à nossa equipe o acompanhamento de sua saúde em todas as fases da vida. Muitas pacientes realizaram conosco seu primeiro exame preventivo, o pré-natal, o diagnóstico de diversas patologias, o acompanhamento da menopausa e, em inúmeros casos, o enfrentamento diagnóstico do câncer de mama e seu tratamento cirúrgico.
Essa relação não se constrói apenas por meio de consultas. Ela é baseada em confiança, acolhimento e conhecimento profundo da história clínica, familiar e emocional de cada paciente. A equipe médica que acompanha uma mulher por anos conhece suas particularidades, seus fatores de risco, seus medos e sua evolução clínica. Esse patrimônio humano não pode ser substituído de forma abrupta e sem nenhum aviso as beneficiadas da Sul América.
Quando ocorre um descredenciamento sem que o beneficiário tenha participação nessa decisão, o maior impacto não recai sobre a clínica ou sobre o médico. Recai sobre a paciente, que se vê obrigada a interromper um acompanhamento consolidado, reiniciar sua história com outro profissional e perder a continuidade de um cuidado construído ao longo de muitos anos.
Na prática, isso representa atraso em diagnósticos, descontinuidade de tratamentos, repetição de exames, aumento da ansiedade e um enorme desgaste emocional. Para pacientes com doenças crônicas, gestantes, mulheres em investigação de câncer ou em acompanhamento oncológico, essa ruptura pode trazer consequências ainda mais significativas.
É importante lembrar que os beneficiários da SulAmérica contrataram seus planos acreditando ter acesso à rede de profissionais que ajudou a construir a reputação da operadora. Alterações dessa magnitude afetam diretamente a qualidade assistencial percebida pelos usuários e colocam em risco um dos pilares da medicina moderna: a continuidade da relação entre médico e paciente.
Nossa Clínica sempre acreditou que a saúde vai muito além da realização de consultas e exames. Cuidar é acompanhar, conhecer, orientar e estar presente nos momentos mais importantes da vida de cada mulher.
Após 35 anos de parceria, lamentamos profundamente que essa história tenha sido interrompida por uma decisão unilateral, sem considerar os impactos humanos sobre milhares de beneficiárias que construíram conosco uma relação de confiança e respeito.
Esperamos que o debate sobre os descredenciamentos na saúde suplementar avance, colocando no centro das decisões quem realmente deve ser protegido: o paciente. A preservação da relação médico-paciente não é apenas uma questão contratual; é uma questão de qualidade assistencial, segurança e respeito à dignidade de quem busca cuidados de saúde.
Clínica apresenta alternativas para garantir a continuidade do cuidado
Diante do cenário, a Clínica da Mulher informa que estruturou alternativas para que suas pacientes possam manter o acompanhamento médico.
Além das consultas particulares, a instituição criou a Tabela VIP para atender as pacientes Sul América. A Clínica também dispõe do Cartão Cuidar Bem Mulher, programa criado para ampliar o acesso aos seus serviços e oferecer benefícios em mais de cinquenta estabelecimentos parceiros em Salvador, incluindo farmácias, academias, restaurantes, escolas, clínicas de estética, odontologia e descontos na própria clínica. O APP CUIDARBEMMULHER tem facilitado a vida das pacientes, que a qualquer hora do dia ou da noite fazem seus agendamentos na Clínica.
“Aqui, nosso foco sempre foi encontrar soluções. Sabemos da insegurança que essas mudanças podem gerar e queremos acolher nossas pacientes, oferecendo alternativas para que continuem seus cuidados com tranquilidade”, afirma a Dra. Anna Paola.
A clínica ressalta que respeita a autonomia contratual das operadoras de planos de saúde, mas considera fundamental que decisões envolvendo alterações significativas na rede credenciada também levem em consideração os impactos humanos e assistenciais para os beneficiários.
Enquanto o tema segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes, pacientes, médicos e instituições reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre previsibilidade nas mudanças da saúde suplementar, continuidade dos tratamentos e preservação da relação entre médico e paciente, considerada por especialistas um dos principais fatores para a qualidade da assistência.
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