
Jurídico AI discute uso de IA para antecipar riscos trabalhistas em encontro com executivos
A discussão sobre o uso de inteligência artificial para antecipar riscos trabalhistas esteve entre os temas do 4º Encontro de Relações Trabalhistas — Um Olhar para o Futuro, realizado na última semana no Cubo Itaú, em São Paulo. A Jurídico AI participou do encontro, que reuniu cerca de 300 diretores de RH e jurídico de empresas como Unilever, JBS, Vale, Usiminas, Samarco, Tegma, Volkswagen, Unimed e McDonald's.
Jéssica Ramos, head jurídica da Jurídico AI, participou de um bate-papo com o professor André Teixeira, idealizador do evento. A conversa tratou sobre antecipar riscos, transformar dados em inteligência e fortalecer relações humanas para proteger pessoas.
Durante a conversa, Jéssica apresentou uma visão em que a IA amplia a capacidade do Jurídico de trabalhar com grandes volumes de informação. Em vez de mapear manualmente centenas ou milhares de processos, a tecnologia pode ajudar a estruturar dados sobre pedidos, fatos alegados, documentos, resultados e fundamentos das decisões. O aspecto mais relevante de sua participação foi mostrar que não basta saber que a empresa perdeu um processo; é preciso saber por que perdeu.
“Eu tenho que usar a inteligência para aquilo que exige mais capacidade de análise. Usar a tecnologia para enxergar mais cedo aquilo que, sem dados estruturados, talvez só fosse percebido quando já tivesse se transformado em processo, passivo ou crise”, afirma Jéssica Ramos.
O Prof. André reforçou justamente essa perspectiva ao observar que muitos processos trabalhistas nascem da maneira como os empregados são desligados. A conversa, portanto, foi além da demonstração de uma solução tecnológica: colocou em discussão como a inteligência jurídica pode ajudar a melhorar a própria relação de trabalho.
Jéssica também explicou como a tecnologia pode antecipar a gestão do contencioso. Segundo sua apresentação, é possível identificar novos processos pouco depois de sua distribuição, antes mesmo da notificação formal da empresa, e começar a organizar informações, documentos e elementos necessários à defesa. Com base no histórico anterior, o sistema pode indicar quais documentos serão necessários para determinados pedidos e permitir que a construção da defesa evolua à medida que novas informações são incorporadas.
Outro ponto relevante foi a previsibilidade. Jéssica ampliou a discussão para mostrar que inteligência jurídica não interessa somente ao Jurídico. Informações sobre evolução dos processos, provisões e momentos prováveis de desembolso podem contribuir até mesmo para decisões relacionadas ao fluxo de caixa da companhia.
A Jurídico AI é uma plataforma de inteligência artificial que automatiza a coleta, organização, redação de peças e análise de dados de processos trabalhistas, eliminando o trabalho manual de alimentação de informações e permitindo que equipes jurídicas atuem de forma estratégica e preventiva na redução de passivos trabalhistas.
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