
Feira de Santana inicia obra do maior hospital público do interior do Nordeste
A segunda maior cidade da Bahia deu um passo histórico nesta segunda-feira (17): começaram oficialmente as obras do novo Hospital Municipal de Feira de Santana, um dos maiores investimentos em infraestrutura de saúde pública já estruturados por um município do interior nordestino. A assinatura da ordem de serviço, realizada em solenidade no bairro São João, formaliza o início da construção de um equipamento que deve reposicionar a cidade no mapa da saúde regional.
O ato reuniu o prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, além de autoridades e representantes da área da saúde, e marcou a transição do projeto, vencido em leilão pelo Consórcio Hospital Feira de Santana, conduzido pela B3 em São Paulo, da fase contratual para a execução física da obra.
"Essa é uma das obras mais importantes da história de Feira de Santana. Estamos entregando à população um hospital que vai elevar o padrão de atendimento da nossa cidade e de toda a região, com um modelo de contratação moderno, transparente e que já é referência no país", afirmou o prefeito José Ronaldo de Carvalho.
Com proposta vencedora de R$ 6.287.200,00 e contrato de 20 anos no modelo de concessão administrativa, o empreendimento vai erguer uma unidade hospitalar de alta complexidade com aproximadamente 14 mil metros quadrados, 110 leitos de internação, 10 leitos de UTI, centro cirúrgico moderno e parque de bioimagem equipado com ressonância magnética, tomografia e ultrassonografia, com atendimento integral pelo SUS. As obras têm previsão de conclusão em 20 meses.
"Este hospital vai representar um salto de qualidade na assistência à saúde de Feira de Santana, ampliando a capacidade de internação, de alta complexidade e de exames que hoje muitas vezes exigem deslocamento para outras cidades", destacou o secretário de Saúde, Rodrigo Matos.
Protagonista desse novo ciclo de investimentos em saúde pública no país, Feira de Santana consolida com a obra um modelo de contratação moderno, que integra o movimento crescente de municípios brasileiros que recorrem a PPPs estruturadas via bolsa para destravar grandes obras de infraestrutura social. Além do impacto assistencial para a rede regional, a obra deve gerar centenas de empregos na fase de construção e mais de 500 postos de trabalho diretos quando a unidade entrar em operação.
Fotos: Jorge Magalhães
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