

Pesquisa realizada pelo Núcleo de
Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG revela que 87,5% dos
empresários afirmam que a data provoca impacto nas vendas, demonstrando que o Dia dos Pais
permanece como uma das principais oportunidades de faturamento do calendário comercial
brasileiro.
O estudo também aponta que 43,7% dos empresários acreditam que as vendas serão melhores do
que as registradas no ano passado, enquanto 34,7% esperam estabilidade e apenas 21,6%
projetam resultados inferiores. O cenário reforça uma percepção de confiança do setor,
especialmente diante da retomada gradual do consumo e da capacidade de adaptação das
empresas às mudanças no comportamento dos consumidores.
Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a pesquisa mostra que o empresariado
inicia a temporada do Dia dos Pais com expectativas consistentes e planejamento voltado para
ampliar as vendas. "Mesmo em um ambiente econômico que ainda exige cautela por parte das
famílias, o empresário percebe que o Dia dos Pais continua despertando o consumo por seu forte
componente afetivo. O presente representa mais do que uma compra: é uma forma de celebrar
vínculos familiares. Essa característica torna a data menos sensível às oscilações conjunturais e
ajuda a sustentar uma expectativa positiva para o comércio."
O estudo revela que 59% dos empresários que esperam crescimento atribuem esse cenário ao
próprio otimismo em relação ao mercado, enquanto 23,1% destacam o valor afetivo da data e
10,3% acreditam que haverá aumento natural do volume de vendas. Na avaliação de Gabriela
Martins, essa combinação evidencia que a confiança dos empresários está associada tanto às
condições do mercado quanto ao comportamento tradicional dos consumidores. "O Dia dos Pais
reúne esse aspecto emocional com estratégias comerciais bastante competitivas, criando um
ambiente favorável para o varejo. Quando o empresário investe em promoções, comunicação e
atendimento, ele amplia as possibilidades de converter esse interesse em vendas." Outro indicador
relevante mostra que 83,5% dos empresários acreditam que os consumidores deixarão as compras
para a semana que antecede o Dia dos Pais. O comportamento reforça uma característica já
observada em outras pesquisas da Fecomércio MG: o consumidor brasileiro costuma concentrar
suas compras nos dias imediatamente anteriores às datas comemorativas, o que exige das
empresas estoques preparados, equipes treinadas e campanhas promocionais intensificadas nesse
período.
A expectativa também é de que o cartão de crédito permaneça como a principal forma de
pagamento, acompanhado pelo Pix, refletindo a combinação entre facilidade de parcelamento e
rapidez nas transações. Em relação aos gastos, 46,2% dos empresários estimam que o
consumidor desembolse entre R$ 70,01 e R$ 200 por presente, indicando uma busca por produtos
de valor intermediário, capazes de equilibrar qualidade e orçamento familiar. Um dos fatores que
ajudam a explicar a expectativa positiva do setor é o esforço das empresas para tornar a
experiência de compra mais atrativa. A pesquisa mostra que 26,9% dos empresários investirão em
promoções, enquanto 26,1% reforçarão as divulgações em redes sociais e 23% apostarão em
atendimento diferenciado como estratégia para ampliar o fluxo de consumidores. Também
aparecem entre as ações descontos, diversificação do mix de produtos, facilidades de pagamento,
liquidações e brindes. Segundo Gabriela Martins, o varejo tem investido em iniciativas que vão
além da redução de preços. "O consumidor está cada vez mais atento à experiência de compra.
Promoções continuam sendo importantes, mas elas passaram a ser acompanhadas por um
atendimento mais qualificado, maior presença digital e ações de relacionamento. Hoje, competir
significa oferecer conveniência, informação e confiança durante toda a jornada de compra."
A pesquisa também mostra que 40,9% das empresas investiram ou investirão em produtos
específicos para a data. As roupas aparecem como os itens com maior aposta dos comerciantes,
seguidas por kits e cestas, bebidas, carnes, calçados, cosméticos, perfumes e joias. A pesquisa
revela que muitos empresários procuram adequar seus estoques ao perfil de consumo típico do Dia
dos Pais, oferecendo alternativas para diferentes faixas de renda.
Outro aspecto que ganha espaço no comércio mineiro é a integração entre as vendas presenciais e
os canais digitais. Entre as empresas impactadas pela data, 55,6% já realizam vendas on-line,
demonstrando que a presença digital deixou de ser uma tendência para se consolidar como
estratégia permanente do varejo. O WhatsApp é utilizado por 88,1% dessas empresas, seguido
pelo Instagram, que aparece em segundo lugar como ferramenta de relacionamento e
comercialização. Para Gabriela Martins, a digitalização ampliou o alcance dos pequenos e médios
negócios e fortaleceu a competitividade do comércio mineiro. "O ambiente digital passou a
complementar a loja física. Muitos consumidores pesquisam produtos, negociam preços e até
fecham a compra pelos aplicativos de mensagem ou pelas redes sociais antes de irem ao
estabelecimento. Essa integração entre os canais aumenta as oportunidades de venda e aproxima
ainda mais as empresas dos clientes."
Apesar do cenário favorável, parte dos empresários permanece cautelosa. Entre aqueles que
projetam desempenho inferior ao do ano passado, os principais fatores apontados são o
endividamento das famílias (29,9%), o comportamento mais cauteloso dos consumidores (27,3%) e
as incertezas da economia (19,5%). Esses indicadores mostram que, embora exista confiança no
potencial da data, o varejo acompanha de perto os efeitos das condições financeiras das famílias
sobre as decisões de consumo.
Na avaliação da economista, esses desafios não anulam o potencial da data, mas reforçam a
importância de estratégias comerciais bem planejadas. "O consumidor continua pesquisando
preços, comparando condições de pagamento e avaliando cuidadosamente seu orçamento. Isso
exige que o empresário seja competitivo e ofereça diferenciais capazes de agregar valor ao produto
ou ao serviço. A boa notícia é que o comércio mineiro demonstra estar preparado para esse
cenário."
Outro dado que chama atenção é que o impacto do Dia dos Pais supera 80% em todas as regiões
pesquisadas de Minas Gerais, evidenciando a força da data em diferentes mercados do estado.
Independentemente do porte da cidade ou da atividade econômica predominante, o comércio
percebe no período uma oportunidade importante para aumentar o faturamento e fortalecer o
relacionamento com os consumidores.
A pesquisa da Fecomércio MG reforça que o Dia dos Pais permanece como uma das principais
datas do calendário do varejo nacional. Além de estimular as vendas em segmentos
tradicionalmente ligados aos presentes masculinos, como vestuário, calçados, perfumaria,
eletroeletrônicos e artigos esportivos, a comemoração coincide com o período de liquidações de
inverno, ampliando as oportunidades para consumidores e empresários. Nesse contexto, o setor
chega ao mês de agosto com perspectivas positivas, sustentadas pela combinação entre
planejamento empresarial, diversificação dos canais de venda e o forte apelo afetivo que
caracteriza a data.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a
principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que
abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato
Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções
através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é
a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem
Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de
serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas
diversas unidades distribuídas pelo estado.
Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a
importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG
trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por
José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal.
A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções
coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87
anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e
impulsionar a economia mineira.
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