
Festival Timbre reúne multidão, grandes artistas e experiências culturais em dois dias de celebração em Uberlândia
Evento reuniu artistas de diferentes gerações, consolidou o Teatro Municipal como grande polo cultural, ampliou a presença da cultura urbana e reforçou ações de acessibilidade, sustentabilidade, impacto social e economia criativa
Terminou no último domingo em Uberlândia mais uma edição do Festival Timbre, que transformou o Teatro Municipal em um grande ponto de encontro da música brasileira durante dois dias de programação. Com milhares de pessoas circulando pelo evento, mais de 30 apresentações, dois palcos simultâneos e uma programação que reuniu artistas consagrados, novos talentos e representantes da cena independente, o Timbre 2026 terminou com saldo positivo e consolidou sua posição entre os principais festivais culturais realizados no interior do Brasil.
Realizado nos dias 8 e 9 de agosto, o festival colocou lado a lado diferentes gerações da música brasileira. No sábado, Alceu Valença, Gloria Groove, BK’, Fresno, Black Pantera e AJULLIACOSTA, além de Projeto Nêga Doce e DJ Dani Salci, comandaram a programação. No domingo, Marcelo Falcão, Pato Fu, Lagum, NandaTsunami, Funkse, Duda in the Sky, Michz & Oric e Tropikaya deram continuidade à celebração. A proposta de reunir artistas de diferentes trajetórias e linguagens estava diretamente ligada ao conceito desta edição, “A Vibração do Encontro”, que propunha celebrar justamente a capacidade da música de aproximar pessoas, histórias e gerações.
Dois dias de música, encontros e grandes shows
Um dos grandes destaques da edição foi justamente a diversidade do line-up. O Festival Timbre conseguiu colocar no mesmo espaço artistas que ajudaram a construir diferentes capítulos da música brasileira e nomes que representam o presente e o futuro da produção nacional.
No sábado, Alceu Valença, celebrando seus 80 anos, levou ao público a força de uma trajetória que atravessa décadas e diferentes gerações. Gloria Groove, em uma apresentação especial relacionada aos seus dez anos de carreira, trouxe a potência do pop contemporâneo, enquanto BK’ reforçou a presença do rap nacional em uma programação que também contou com o rock da Fresno, o hardcore e a contundência do Black Pantera e a nova geração representada por AJULLIACOSTA, além de Projeto Nêga Doce e DJ Dani Salci.
No domingo, Marcelo Falcão foi um dos grandes responsáveis por conectar o público às memórias de diferentes gerações da música brasileira. O Pato Fu, uma das bandas mais importantes e criativas da música brasileira, levou ao festival sua experiência de mais de três décadas de carreira. Lagum, NandaTsunami, Funkse, Duda in the Sky, Michz & Oric e Tropikaya completaram uma programação que manteve a diversidade artística até o encerramento.
Entre os momentos mais aguardados esteve a apresentação de Alceu Valença, que levou ao Teatro Municipal a força de uma carreira fundamental para a música brasileira. Aos 80 anos, o artista vive um momento de forte conexão também com públicos mais jovens, e sua presença no Timbre simbolizou justamente o encontro entre diferentes gerações que norteou a edição.
Gloria Groove também protagonizou um dos momentos de maior expectativa do sábado, apresentando um espetáculo marcado por música, performance e uma trajetória que transformou a artista em um dos principais nomes do pop brasileiro contemporâneo.
O rap ganhou força com BK’ e AJULLIACOSTA, enquanto a Fresno representou a permanência e renovação do rock brasileiro. Já o Black Pantera levou ao palco a potência do hardcore, punk e metal, ampliando a diversidade sonora da programação.
No domingo, Marcelo Falcão foi um dos grandes responsáveis por conectar o público às memórias de diferentes gerações da música brasileira. O Pato Fu, referência da música alternativa nacional e com forte identidade mineira, também protagonizou um dos shows mais especiais da edição, em uma apresentação que celebrou sua trajetória e a relação histórica da banda com o público.
Lagum, uma das bandas de maior destaque da nova geração do pop rock brasileiro, e artistas como NandaTsunami, Funkse, Duda in the Sky, Michz & Oric e Tropikaya completaram uma programação que manteve o festival em constante movimento até o encerramento.
A presença de nomes tão distintos em uma mesma edição materializou uma das principais características do Timbre: criar encontros entre públicos que, muitas vezes, não frequentam os mesmos espaços musicais. O resultado foi uma programação capaz de transitar pelo pop, rap, rock, hardcore, MPB, reggae, funk, música alternativa e novas sonoridades brasileiras.
Alceu Valença e Gloria Groove no mesmo festival. BK’ e Fresno dividindo a programação com Black Pantera e AJULIACOSTA. Marcelo Falcão e Pato Fu no mesmo domingo em que Lagum e NandaTsunami representaram uma nova geração. Mais do que uma escolha de artistas, a programação funcionou como um retrato da diversidade da música brasileira contemporânea.
Palco Sesc Hip-Hop ampliou a dimensão cultural do festival
Se os grandes shows foram responsáveis por atrair milhares de pessoas ao Teatro Municipal, o Palco Sesc Hip-Hop foi um dos principais responsáveis por ampliar a experiência cultural do Timbre.
Realizado por meio da parceria cultural com o Sesc em Minas, integrante do Sistema Fecomércio MG, o espaço reuniu uma programação dedicada à cultura urbana, com shows, DJs, batalhas, breaking, dança, slam, graffiti, performances e intervenções.
Nesta edição, o palco ganhou proporções ainda maiores e reuniu mais de 300 artistas e participantes ao longo dos dois dias, reforçando a dimensão da cultura urbana dentro do Festival Timbre.
A programação envolveu artistas, DJs, dançarinos, crews e diferentes representantes da cena hip-hop, além de ações permanentes como Hora da Poesia, Mesa de Stickers, Re-Vista, Bazar Diferent, Living Painting e apresentações de dança e performances.
O resultado foi um espaço em constante transformação, no qual música, poesia, dança, arte visual e cultura de rua ocupavam o mesmo ambiente. O Palco Sesc Hip-Hop reafirmou, assim, seu papel como uma das principais plataformas de valorização da produção artística independente e da cultura urbana dentro do festival. A programação do espaço foi construída justamente para reunir os quatro elementos do hip-hop e suas múltiplas manifestações.
Muito além dos shows
A experiência do Festival Timbre não se restringiu aos palcos. Durante os dois dias, o público circulou por uma estrutura que incluiu praça gastronômica, feira criativa, cenografia, ativações culturais, espaços de convivência, áreas de descanso e o Canto Conforto.
A proposta foi fazer com que o público permanecesse no festival e encontrasse diferentes possibilidades de experiência entre uma apresentação e outra. A feira criativa valorizou empreendedores, artistas e produtores independentes, enquanto a área gastronômica ajudou a transformar o espaço em um ambiente de convivência durante todo o dia.
Outro destaque foi o Canto Conforto, novidade apresentada nesta edição para ampliar as formas de viver o festival. O espaço foi pensado para quem prefere acompanhar os shows com mais comodidade, reunindo bistrôs, sofás, atendimento de bar, banheiro exclusivo em contêiner e vista privilegiada para o palco principal.
Acessibilidade como parte da experiência
A acessibilidade também esteve presente como um dos pilares da realização do Festival Timbre. Ao longo dos dois dias de programação, a equipe especializada realizou 400 atendimentos de acessibilidade, garantindo acolhimento, orientação e suporte a diferentes públicos.
Entre as pessoas atendidas estiveram pessoas com mobilidade reduzida e usuários de cadeira de rodas, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), pessoas idosas e pessoas com limitações transitórias decorrentes de enfermidades ou sequelas de acidentes.
O evento contou ainda com estrutura planejada para receber pessoas com diferentes necessidades, incluindo intérpretes de Libras, áreas reservadas, banheiros adaptados, equipe especializada, apoio à locomoção, protetores auriculares para pessoas com sensibilidade auditiva e espaços de descanso.
Uma das iniciativas importantes foi o trabalho realizado antes do festival, com formulário de pré-evento para mapear as necessidades das pessoas que participariam da programação. A estratégia permitiu que a equipe conhecesse antecipadamente demandas específicas e pudesse preparar o atendimento de maneira mais individualizada.
Mais do que cumprir protocolos, o Festival Timbre trata a acessibilidade como parte essencial da experiência do público e do compromisso do evento com uma cultura verdadeiramente inclusiva. A marca de 400 atendimentos realizados nesta edição reforça, na prática, a dimensão desse compromisso.
Sustentabilidade e responsabilidade social
O Festival Timbre também encerrou sua edição reforçando o compromisso com a sustentabilidade. A operação contou com ações de gestão de resíduos, incentivo à reciclagem, redução de impactos ambientais e conscientização do público.
A edição de 2026 manteve ainda a parceria com a Associação Arca do Resgate, que atua com pessoas em situação de vulnerabilidade e dependência química. Os recursos obtidos a partir da reciclagem são destinados à manutenção das ações desenvolvidas pela associação, conectando a gestão dos resíduos do festival a uma iniciativa de impacto social.
A sustentabilidade, portanto, foi trabalhada não apenas como uma preocupação ambiental, mas como uma ferramenta capaz de gerar benefícios para a própria comunidade.
O Timbre também manteve sua parceria com o Programa Sesc Mesa Brasil, por meio da modalidade de ingresso solidário. A iniciativa utiliza a arrecadação de alimentos para fortalecer a rede de instituições sociais que atende pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao longo dos últimos cinco anos, o festival já havia registrado a arrecadação de mais de 20 toneladas de alimentos, destinadas a dezenas de instituições, beneficiando mais de 70 mil pessoas.
Um evento que movimenta Uberlândia
O impacto do Festival Timbre ultrapassa os limites do Teatro Municipal. A realização do evento mobiliza uma extensa cadeia profissional, envolvendo produtores culturais, técnicos de som e iluminação, montadores, cenógrafos, equipes de segurança e brigadistas, limpeza, acessibilidade, comunicação, fotografia, audiovisual, alimentação, logística, atendimento e fornecedores locais.
Durante o fim de semana, o movimento também alcança hotéis, restaurantes, bares, transporte por aplicativo, postos de combustíveis, comércio e diversos outros serviços ligados ao turismo.
A presença de visitantes de outras cidades e estados reforça o papel do festival como ferramenta de promoção turística de Uberlândia. O Timbre ajuda a transformar a cidade em destino para quem busca experiências culturais e movimenta setores que vão muito além da economia diretamente relacionada à produção do evento.
Esse impacto é especialmente relevante para um festival realizado fora dos grandes eixos metropolitanos. Desde sua criação, em 2012, o Timbre já impactou mais de 110 mil pessoas, recebeu mais de 283 atrações e acumula mais de 230 horas de música ao vivo, números que ajudam a dimensionar a trajetória construída pelo evento ao longo dos anos.
Organização, segurança e experiência do público
Além da programação artística, a edição 2026 foi marcada pela operação planejada para receber milhares de pessoas durante os dois dias. Os portões foram abertos às 14h, com a programação musical começando às 14h30 e seguindo até aproximadamente 23h30. O encerramento oficial das atividades ocorreu à meia-noite.
O público contou com equipes de segurança, brigadistas, posto de atendimento médico e profissionais preparados para orientação e atendimento durante o evento. A estrutura também contou com serviços de alimentação, espaços de convivência e atendimento ao público.
A organização adotou ainda procedimentos para objetos encontrados durante a programação. Os itens localizados eram encaminhados à equipe de produção, responsável por divulgar posteriormente as orientações para retirada pelos proprietários.
Um festival que reafirma sua identidade
O Festival Timbre 2026 chega ao fim deixando uma marca que vai além dos grandes shows. A edição conseguiu reunir, em um mesmo espaço, artistas consagrados e novos talentos, diferentes gêneros musicais, cultura urbana, gastronomia, economia criativa, acessibilidade, sustentabilidade e ações sociais.
A proposta de “A Vibração do Encontro” ganhou significado concreto ao longo dos dois dias. Pessoas de diferentes idades, cidades e trajetórias compartilharam o mesmo espaço para cantar Alceu Valença, acompanhar Gloria Groove, vibrar com BK’, Fresno e Black Pantera, reencontrar sucessos com Marcelo Falcão e Pato Fu e descobrir novos artistas nos palcos do festival.
É justamente essa capacidade de criar encontros que se tornou uma das principais marcas do Timbre. O conceito da edição foi pensado como a reunião de diferentes histórias, gerações, estilos musicais, culturas e pessoas em torno da música ao vivo.
Ao encerrar mais uma edição, o Festival Timbre reafirma sua trajetória como um dos principais eventos culturais do interior brasileiro e como uma plataforma capaz de conectar música, cultura, turismo, economia criativa, responsabilidade social e desenvolvimento regional.
Mais do que dois dias de shows, o Timbre deixa em Uberlândia a memória de um grande encontro — e reforça a vocação da cidade para receber eventos culturais de dimensão nacional.
Patrocínio, apoio e realização
O Festival Timbre 2026 é patrocinado por Colégio Gabarito, Citrino e eFácil. Tem parceria cultural do Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, do Programa Sesc Mesa Brasil e do Sindicomércio de Uberlândia. O projeto conta com o apoio de Café Cajubá, Piticas e Chapelê. Terra Sonora e Educadora FM são parceiros de mídia e Revista Noize como parceiro editorial. Uma realização da Eventaria e Timbre Cultural.
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