Mês passado foi lançado o livro Jantar Sinistro, nova obra da autora Freida McFadden, famosa pela trilogia de sucesso A Empregada.
Trazendo uma proposta diferente de leitura, na primeira página os leitores já são avisados que não devem ler em ordem.
Ao final de cada capítulo, o leitor precisa decidir o que fazer e qual caminho tomar. A cada decisão, uma consequência e a indicação para qual capítulo seguir.
Quando descobri sobre a obra, me animei muito e fiquei super ansiosa para ler. Me lembrou muito a coleção Salve-se quem puder, que li no colégio.
Também já havia lido a trilogia A Empregada, incluindo o livro extra O Casamento da Empregada, e A Mulher em Silêncio. Pensei que Jantar Sinistro seguiria pelo mesmo caminho de narrativa.
A sinopse oficial do livro é:
Você está sem dinheiro, com o aluguel atrasado e prestes a perder sua casa.
Sem carro e sem seguidores nas redes sociais para faturar uma grana extra, você recebe uma proposta inusitada por telefone que parece caída do céu, dando início a uma trama cheia de suspense onde você escolhe os passos do personagem.
Minha ideia era ler várias vezes para conhecer todos os 22 finais possíveis.
Mas fiquei muito decepcionada já na primeira vez. Fugiu muito do que eu estava esperando. A história não me agradou em nada.
Sem querer dar spoilers, mas quem gosta de livros de fantasia talvez não ache tão ruim.
Em pouco mais de uma hora de leitura, cheguei ao meu destino: a morte. Resolvi voltar uma decisão e segui para o próximo final: casei e vivi feliz para sempre.
Decidi passar os olhos por outras opções de final, só por curiosidade, já que a história não despertou interesse mesmo.
Descobri que em 99% dos finais a personagem morre. Das mais variadas formas possíveis. Até quando tu acha que vai ficar bem e vai dar tudo certo, acontece algo e acaba a narrativa.
O problema não é tanto o desfecho trágico, mas sim como se chega até ele. Para mim, Freida tinha a chance de fazer um livro ótimo, mas perdeu a oportunidade de fazer algo diferenciado e positivo.