Educação Enem 2026
Enem 2026: professores da Rio International School orientam sobre as prioridades na reta final até a prova
Há menos de um mês para o exame mais importante para acessar à universidade, educadores sugerem estratégias para o sucesso na seletiva nacional
16/10/2026 11h52
Por: Ynara Mattos

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, os estudantes precisam definir como aproveitar as últimas semanas de preparação de maneira estratégica. As provas serão aplicadas entre 8 e 15 de novembro, conforme o estabelecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  

Nesse período, a recomendação dos professores da Rio International School (RIS), escola cristã e especializada na aprovação de estudantes para os principais exames do Brasil e do exterior, é que os estudantes concentrem os esforços na resolução de questões de provas anteriores, na identificação de dificuldades recorrentes e no aprimoramento das habilidades exigidas pelo exame. 

“Nos últimos dias, é mais produtivo consolidar competências já desenvolvidas do que tentar memorizar uma grande quantidade de repertórios novos”, explica Claudia Gomes, professora de Português e Literatura da Rio International School (RIS).

Consultar provas 

Para a professora, resolver questões de edições passadas é uma forma de treinar essas competências e reconhecer os próprios erros. Claudia orienta que ao vez de tentar revisar todo o conteúdo novamente, é preciso dar uma atenção especial a capacidade de interpretação. “Um dos erros mais comuns é escolher uma alternativa que parece correta por apresentar uma informação verdadeira, mas que não responde exatamente ao que foi solicitado pela questão”, pontua.

A recomendação para a seção Linguagens, vai principalmente para a identificação do tema, da finalidade comunicativa, da tese e dos efeitos de sentido presentes em textos verbais e não verbais, como charges, imagens e gráficos. A professora recomenda retornar ao material apresentado para verificar se a resposta está sustentada por evidências, eliminando alternativas que distorçam ou acrescentem informações. Já na redação, a prioridade deve ser consolidar habilidades já desenvolvidas, revisando a estrutura do texto, a consistência dos argumentos, a coesão entre os parágrafos e a proposta de intervenção. 

Ela também explica que antes de começar a escrever, o estudante deve identificar as palavras-chave da proposta e formular uma tese objetiva, evitando abordagens genéricas ou distantes do recorte temático. 

Marcelo Saiam, professor de Geografia do Brasil da RIS, recomenda começar pelo comando da questão para entender o que está sendo solicitado antes de analisar o texto de apoio e os dados apresentados em mapas, gráficos e tabelas. “O comando da questão é o que une o que dá contexto (texto de apoio) aos dados numéricos e espaciais (mapas, gráficos e tabelas)”, explica o docente. 

Na revisão de atualidades, a orientação é ir além da memorização de notícias e relacionar os acontecimentos a conceitos geográficos, considerando suas causas, escalas e antecedentes históricos. Entre os temas em destaque, o professor relembra a recente crise dos chips de Taiwan, por exemplo, que pode ser associada à globalização, à Divisão Internacional do Trabalho e à geopolítica.

Outra dica está nas enchentes no Sul do Brasil, que permitem retomar discussões sobre urbanização, mudanças climáticas e fenômenos climáticos. Os exemplos, é claro, servem como exercícios de associação entre acontecimentos e conteúdos, não como previsões dos temas que serão cobrados na prova.

A administração do tempo

Outro ponto importante para o desempenho é saber gerir os minutos. Durante o exame, a professora Claudia recomenda evitar permanecer por muito tempo em uma questão difícil e retornar a ela posteriormente, se necessário. “Na redação, é importante reservar tempo para planejar os argumentos, escrever e revisar o texto, verificando a coerência, a coesão, a ortografia e a adequação ao tema", aponta.