
Em meio à pressa, às cobranças e às perguntas que atravessam a vida contemporânea, encontrar espaço para contemplar pode parecer cada vez mais difícil. Entre as dúvidas sobre quem somos, o que significa sucesso ou fracasso e como lidar com aquilo que sentimos, “Arte”, novo single de Aquele Jon, parte justamente dessas inquietações. A canção, que foi ao ar hoje nas plataformas digitais, com distribuição global Virgin Music Group, fala sobre dividir perguntas e experiências com alguém e encontrar, na arte, uma maneira de tornar os dias mais leves. Ouça aqui.
Terceiro e último single antes do lançamento de seu álbum de estreia, “Arte” amplia o universo apresentado por Jonston Guerra nos primeiros lançamentos do projeto. Se no primeiro single da trilogia, “Devolva-me” (ouça aqui), o artista mergulha nas ausências e nos processos de autoconhecimento que atravessam as relações, e em “Jogo do Bicho” (ouça aqui) investiga conflitos internos que podem nos afastar das pessoas que amamos, a nova faixa aponta para outro movimento: o encontro e a possibilidade de compartilhar essas inquietações.
Na letra, perguntas existenciais convivem com cenas e gestos cotidianos. O desejo de ver a lua nascer ao lado de alguém, as conversas sobre Deus e a existência, a tentativa de compreender a própria mente e as dúvidas sobre sucesso e fracasso constroem uma atmosfera íntima. Nesse contexto, o amor não aparece apenas como romance, mas também como a possibilidade de dividir o mundo, suas perguntas e suas descobertas com outra pessoa.
“‘Arte’ é uma música que transcende as aspirações e também é uma declaração romântica. Ela fala sobre a importância da arte e sobre como, através dela, conseguimos nos questionar sobre quem somos. Mas também fala sobre essa capacidade que a arte tem de trazer uma certa leveza diante dos dias difíceis e de potencializar as nossas relações”, explica Jonston Guerra.
É nessa troca que está um dos sentidos centrais da canção. Em vez de buscar respostas definitivas para as questões que apresenta, “Arte” se interessa pela própria experiência de perguntar. A arte aparece como espaço de investigação, sensibilidade e liberdade, capaz de abrir novas perspectivas sobre aquilo que ainda não conseguimos compreender.
O refrão, marcado pela imagem das luzes de um terraço se apagando lentamente e pela ideia de estar “se alimentando de arte, com pesquisas subsequentes”, reforça esse caráter contemplativo. A composição propõe uma atenção maior ao que acontece dentro e fora de nós, reconhecendo que algumas respostas podem não chegar e que a própria busca também pode transformar a maneira como percebemos o mundo.
Como último lançamento antes de seu álbum de estreia, “Arte” também oferece uma nova perspectiva sobre o universo que Aquele Jon vem construindo em sua carreira solo. Ao lado de “Devolva-me” e “Jogo do Bicho”, a faixa apresenta diferentes maneiras de lidar com a experiência humana: a ausência, os conflitos internos, os afetos e, agora, a possibilidade de encontrar na arte e na relação com o outro um espaço de respiro.
Conhecido por sua trajetória de mais de uma década à frente da banda Olho da Cara, referência do circuito underground do ABC Paulista, Jonston Guerra dá continuidade, em carreira solo, a uma pesquisa artística que aproxima a sensibilidade da canção brasileira da estética do indie contemporâneo. O projeto foi gravado no Último Estúdio e tem produção de Lou Alves, integrante da banda Walfredo em Busca da Simbiose, além de participações de Renan Vasconcelos e Saudade.
Com “Arte”, Aquele Jon encerra a sequência de singles que antecede seu primeiro álbum solo. A faixa produz uma reflexão sobre o próprio papel da arte: não necessariamente oferecer respostas, mas criar espaço para fazer perguntas, compartilhar experiências e encontrar alguma leveza no caminho.
"Arte" já está disponível nas plataformas digitais. Ouça aqui.
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