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Joelhos aos 80: cuidados ao longo da vida ajudam a preservar mobilidade e autonomia
Especialista do Hospital Mater Dei Goiânia explica quais hábitos protegem as articulações e quando a dor no joelho precisa ser investigada
28/09/2026 17h26
Por: Natália Camacho


Chegar aos 70 ou 80 anos caminhando, subindo escadas e realizando as atividades do dia a dia com independência depende também dos cuidados adotados com as articulações ao longo da vida. Entre elas, os joelhos merecem atenção especial por suportarem grande parte da carga corporal e serem frequentemente afetados pela osteoartrite.

A doença é uma das principais causas de limitação funcional das articulações e se torna mais frequente com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos. Dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos podem comprometer atividades simples do cotidiano e, em casos mais avançados, afetar diretamente a autonomia.

Mas sentir dor no joelho não deve ser encarado automaticamente como uma consequência inevitável da idade. Excesso de peso, perda de força muscular e sedentarismo estão entre os fatores que podem contribuir para a sobrecarga das articulações.

Segundo a médica ortopedista Ingrid Araújo, do Hospital Mater Dei Goiânia, preservar a mobilidade passa por cuidados que devem começar bem antes da terceira idade. “Manter-se fisicamente ativo, fortalecer a musculatura, controlar o peso e trabalhar mobilidade e equilíbrio são fundamentais. O movimento é um aliado da articulação. O sedentarismo favorece a perda de força muscular e, consequentemente, de autonomia com o envelhecimento”, explica.

A prática regular de atividade física também contribui para fortalecimento muscular, equilíbrio e manutenção da capacidade funcional. Para pessoas idosas, esses fatores têm impacto direto na preservação da independência e na redução do risco de quedas.

Quando a dor deixa de ser normal

Nem todo desconforto no joelho significa a presença de uma doença, mas alguns sinais não devem ser ignorados. “Quando a dor é persistente ou recorrente, limita atividades do dia a dia ou vem acompanhada de inchaço, instabilidade, travamento ou perda de movimento, é importante investigar. Também merecem atenção dores após traumas importantes ou que apresentam piora progressiva”, orienta a médica.

Nos casos de osteoartrite, o tratamento também não significa necessariamente cirurgia. Controle do peso, fortalecimento muscular, atividade física, reabilitação e tratamento adequado de lesões podem ajudar a preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. “Nem sempre é possível evitar a artrose, mas podemos atuar para preservar a função da articulação e retardar a perda de mobilidade. O principal objetivo é envelhecer mantendo movimento, independência e qualidade de vida”, reforça Ingrid.