Geral Ronaldo Fish
BYD obrigou concorrentes tradicionais a acelerar lançamentos e rever estratégias.
Ao mesmo tempo, a expansão dos carros elétricos ainda enfrenta desafios importantes no país, como infraestrutura de recarga, disponibilidade de carregadores fora dos grandes centros, custo dos veículos e necessidade de expansão da rede elétrica em determinados locais
12/09/2026 13h30
Por: Redação

BYD obrigou concorrentes tradicionais a acelerar lançamentos e rever estratégias.

Ao mesmo tempo, a expansão dos carros elétricos ainda enfrenta desafios importantes no país, como infraestrutura de recarga, disponibilidade de carregadores fora dos grandes centros, custo dos veículos e necessidade de expansão da rede elétrica em determinados locais.

Da fábrica de baterias a uma potência automobilística

A história da BYD resume uma transformação importante da própria indústria chinesa.

A empresa que nasceu em 1995 produzindo baterias conseguiu construir uma estrutura integrada capaz de desenvolver baterias, motores elétricos, sistemas eletrônicos, semicondutores, plataformas automotivas e veículos completos.

Poucas décadas depois, passou a disputar diretamente espaço com algumas das maiores fabricantes de automóveis do planeta.

No Brasil, essa transformação ganha um capítulo particular.

Com a operação de Camaçari, expansão da rede comercial e lançamento constante de novos modelos, a BYD mostra que sua estratégia para o país é de longo prazo.

Mais do que uma disputa entre carros elétricos e veículos tradicionais, o avanço da empresa representa uma mudança profunda na indústria automobilística: software, baterias, eletrificação e eficiência energética passam a ocupar um espaço tão importante quanto motores, potência e design.

E, nesse novo cenário, o Brasil — e especialmente a Bahia — tornou-se uma das peças estratégicas dos planos globais da BYD.

Texto: Ronaldo Fish | Rolê com Fish
Fotos/Imagens: Divulgação / BYD