Esses dias, li uma crítica sobre os estúdios estarem sem criatividade para novos filmes e séries e estarem lançando cada vez mais adaptações de livros para as telinhas e telonas.
Fico com dois corações sobre esse assunto.
Ao mesmo tempo em que quase sempre acho o livro muito melhor do que o filme, normalmente é muito legal ver os personagens ganhando vida.
Essa semana terminei de ler Tudo Que Deixamos Inacabado, da Rebecca Yarros. E, conforme ia lendo, pensava: “Daria um ótimo filme”.
Para a minha surpresa, descobri que os direitos foram comprados e que a adaptação já está em desenvolvimento.
Tenho uma lista (in)terminável de adaptações que não gostei. Mas isso só vale quando li o livro antes. Quando assisto a algo sem conhecer a história, normalmente eu gosto.
Um exemplo são as trilogias Para Todos os Garotos que Já Amei e O Verão que Mudou Minha Vida. Como não li os livros, não posso comparar.
Mas o que eu li antes… O Diário de uma Paixão foi um dos poucos superfiéis.
Querido John, por exemplo, me deixou indignada. Mudaram o final do livro.
Para quê? Não tem explicação.
Mas, quando um livro já tem uma legião de leitores, adaptar a história para o cinema ou para uma série significa partir de algo que já deu certo. Existe um público interessado, personagens conhecidos e, muitas vezes, uma história que já provou seu potencial.
Então, voltando à pergunta que me fez pensar sobre tudo isso: será que é falta de criatividade ou uma busca por lucro com algo que já deu certo?
Harry Potter é um bom exemplo.
Li todos os livros e sou apaixonada pelos filmes. Entendo que não teria como aprofundar todo o universo mágico no cinema, principalmente por causa do tempo — embora A Câmara Secreta tenha 2h31 de duração.
Mas, como “presente de Natal” para os fãs, a HBO irá lançar, dia 25 de dezembro, uma nova série para contar — novamente — uma história que nós já conhecemos.
Cada obra terá uma temporada inteirinha, com novos atores dando vida aos personagens que foram imortalizados por Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e tantos outros.
Vou assistir? Possivelmente, sim. Mas vai ser impossível não comparar.
E aí fico pensando: será que precisamos mesmo de uma nova versão de uma história que já conhecemos tão bem — e que amamos?