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Esclerose múltipla pode começar com sintomas confundidos com estresse; diagnóstico precoce melhora prognóstico
Neurologista explica sinais de alerta e destaca avanços no tratamento da doença, que atinge principalmente adultos jovens
26/08/2026 16h55
Por: Fernando Santana da Silva Neto Fonte: Assessoria de imprensa

Formigamento, alterações na visão, perda de força, desequilíbrio e fadiga intensa podem parecer sintomas comuns da rotina, mas, quando persistem ou voltam a acontecer sem uma causa evidente, precisam ser investigados. É o que alerta o neurologista Dr. Eduardo Cardoso, da Clínica IBIS (Grupo CITA), ao explicar os sinais que podem estar presentes nos primeiros estágios da esclerose múltipla.

A doença inflamatória crônica do sistema nervoso central é diagnosticada principalmente entre os 20 e 40 anos e ocorre com maior frequência em mulheres. Por atingir pessoas em uma fase de formação profissional, consolidação da carreira e planejamento familiar, o diagnóstico pode ter impactos que ultrapassam os sintomas neurológicos. 

Um dos indícios que mais podem passar despercebidos é a fadiga. Segundo Cardoso, não se trata apenas do cansaço depois de um dia intenso, mas de uma exaustão desproporcional ao esforço realizado, capaz de interferir no trabalho, nos estudos e nas atividades cotidianas. Formigamentos e alterações de sensibilidade também podem ser inicialmente banalizados. 

“Ansiedade e estresse realmente podem produzir ou intensificar diversos sintomas físicos. O problema é atribuir automaticamente a eles uma manifestação neurológica recorrente ou persistente sem investigá-la adequadamente”, afirma o neurologista. Segundo ele, esse comportamento pode atrasar a avaliação especializada e, consequentemente, o início do tratamento. 

Nem todo sintoma neurológico, no entanto, indica esclerose múltipla. O que deve chamar atenção é a persistência, a recorrência ou a interferência na função. Alterações neurológicas que aparecem em diferentes momentos e atingem regiões distintas do sistema nervoso também precisam ser investigadas. 

A avaliação é feita a partir da história clínica e do exame neurológico, associados a exames complementares. A ressonância magnética do cérebro e, em muitos casos, da medula, tem papel fundamental. O estudo do líquor e outros testes podem ser utilizados conforme a suspeita médica. Os critérios internacionais de diagnóstico também passaram por atualizações recentes, incorporando novos marcadores e informações que podem contribuir para uma identificação mais precoce e precisa da doença. 

*Tratamento mais precoce*

O diagnóstico antecipado ganhou ainda mais importância com a evolução das opções terapêuticas. De acordo com o neurologista, existe uma janela de oportunidade nos primeiros anos da doença, período em que o tratamento pode reduzir novos surtos, novas lesões observadas na ressonância e o risco de acúmulo de incapacidade ao longo do tempo. 

Hoje, pacientes podem contar com diferentes terapias, incluindo medicamentos injetáveis, orais e infusões. A escolha depende da atividade da doença, das características do paciente, de outras condições de saúde, do planejamento familiar e do perfil de segurança de cada tratamento. 

Para Cardoso, a evolução da medicina também exige uma mudança na forma como o diagnóstico é encarado. Esclerose múltipla não significa, necessariamente, perda de autonomia.

“Existem pessoas com esclerose múltipla que permanecem por muitos anos trabalhando, estudando, praticando atividade física, viajando e mantendo uma vida plenamente ativa. O cenário atual é muito diferente daquele de décadas atrás”, afirma. 

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, em 30 de agosto, reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a doença. Para o especialista, a orientação vale principalmente para quem apresenta sintomas recorrentes sem uma explicação definida.

“Não normalize um sintoma neurológico que insiste em voltar ou permanece sem explicação. Nem todo formigamento, alteração visual ou episódio de tontura será esclerose múltipla, mas sintomas neurológicos recorrentes merecem ser ouvidos pelo profissional de saúde e investigados.”

*Sobre a Clínica IBIS*

A Clínica IBIS, integrante do Grupo CITA, é um centro especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças autoimunes e imunomediadas, com um corpo clínico altamente qualificado e atuação multidisciplinar nas áreas de reumatologia, dermatologia, gastroenterologia, alergologia, imunologia, neurologia e outras especialidades. Localizada em Salvador, a instituição alia atendimento humanizado, equipe especializada e terapias avançadas para oferecer um cuidado integrado e centrado no paciente.

Além da assistência especializada, a IBIS desenvolve pesquisas clínicas nacionais e internacionais que contribuem para o avanço da medicina e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores, reforçando seu compromisso com a excelência, a inovação e a qualidade de vida dos pacientes.

Sobre a Clínica IBIS

A Clínica IBIS, integrante do Grupo CITA, é um centro especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças autoimunes e imunomediadas, com um corpo clínico altamente qualificado e atuação multidisciplinar nas áreas de reumatologia, dermatologia, gastroenterologia, alergologia, imunologia, neurologia e outras especialidades. Localizada em Salvador, a instituição alia atendimento humanizado, equipe especializada e terapias avançadas para oferecer um cuidado integrado e centrado no paciente.

Além da assistência especializada, a IBIS desenvolve pesquisas clínicas nacionais e internacionais que contribuem para o avanço da medicina e a ampliação do acesso a tratamentos inovadores, reforçando seu compromisso com a excelência, a inovação e a qualidade de vida dos pacientes.