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Era do Rádio inspira espetáculo que une teatro, canto lírico e orquestra ao vivo 
“Conduzindo Miss Martino” estreia nos dias 3 e 4 de setembro, quinta e sexta, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, com uma emocionante história sobre encontros, recomeços e o poder transformador da música.
25/08/2026 16h19
Por: Redação

Era do Rádio inspira espetáculo que une teatro, canto lírico e orquestra ao vivo 

 

"Conduzindo Miss Martino" estreia nos dias 3 e 4 de setembro, quinta e sexta, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, com uma emocionante história sobre encontros, recomeços e o poder transformador da música.

A força do teatro, a emoção do canto lírico e a potência da música executada ao vivo se encontram em "Conduzindo Miss Martino", espetáculo que estreia nos dias 3 e 4 de setembro, quinta e sexta, às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Com direção de Leonardo Fernandes, texto de Lucas Vasconcellos e direção musical e regência de André Brant, a montagem une dramaturgia, canto, recursos audiovisuais e uma orquestra em cena para homenagear a Era do Rádio e refletir sobre o poder transformador da arte, da música e dos encontros humanos.

No palco, a soprano Fabíola Protzner, o barítono Pedro Vianna e o pianista Ricardo Matosinho, acompanhados por uma orquestra ao vivo, dão vida à história de Vitória de Martino, uma cantora que enfrenta uma profunda crise pessoal e profissional, e Francisco Maria, um motorista que perdeu o entusiasmo pela vida. Durante uma viagem noturna rumo a uma importante transmissão de rádio, os dois embarcam em uma travessia repleta de conflitos, humor e descobertas. Sem que ele saiba, conduz justamente sua artista favorita. Enquanto ela luta para chegar a tempo de mudar o rumo da própria história, ambos descobrem que o verdadeiro destino daquela viagem vai muito além do ponto de chegada.

Inspirada na atmosfera da Era do Rádio, a montagem presta homenagem a um dos períodos mais marcantes da cultura brasileira, quando a música ocupava um lugar central na vida das pessoas. O espetáculo resgata esse universo sem recorrer à nostalgia como fim em si mesma. Ao contrário, utiliza esse repertório para dialogar com questões contemporâneas, como o recomeço, a coragem de seguir em frente e a capacidade da arte de transformar a maneira como as pessoas enxergam a si mesmas e o mundo.

A viagem funciona como metáfora da transformação vivida pelos personagens. Ao longo do percurso, eles enfrentam medos, revisitam memórias e descobrem novas possibilidades, enquanto a música acompanha cada etapa dessa travessia e conduz a narrativa.  “O espetáculo nasceu do desejo de celebrar um dos períodos mais marcantes da música brasileira por meio de uma experiência que une teatro, canto e música ao vivo. Mais do que revisitar a Era do Rádio, buscamos criar uma obra que fala sobre encontros capazes de transformar destinos, mostrando que a arte tem o poder de nos reconciliar com a vida, com o outro e com nós mesmos”, afirma o diretor Leonardo Fernandes.

 

Orquestra em cena

Mais do que um musical, Conduzindo Miss Martino constrói uma narrativa em que a música não interrompe a ação dramática, mas nasce das experiências vividas pelos personagens. As canções surgem como parte da própria trajetória, evocando lembranças, despertando emoções e impulsionando a transformação dos protagonistas. Ao longo do espetáculo, dez grandes sucessos da música brasileira acompanham esse percurso, criando uma relação direta entre memória afetiva, dramaturgia e interpretação.

Outro diferencial da montagem é a presença permanente da orquestra no palo. Sob a regência de André Brant, os músicos dialogam diretamente com a dramaturgia, ampliando a dimensão emocional da história. A trilha sonora, construída a partir de arranjos de Fred Natalino, reforça a atmosfera da peça e aproxima o público de um repertório que atravessa gerações.

Para o pianista e diretor executivo do ECA – Espaço de Cultura e Arte, Ricardo Matosinho, produtora da montagem, o espetáculo sintetiza a proposta artística da instituição de aproximar diferentes linguagens e ampliar o acesso à música de concerto. “Conduzindo Miss Martino nasceu do desejo de reunir teatro, música e interpretação em uma experiência capaz de emocionar públicos diversos. Acreditamos que a arte tem o poder de criar encontros verdadeiros, despertar memórias e construir novas formas de conexão entre as pessoas. Essa estreia representa mais um passo do ECA na produção de obras que aproximam a música de concerto do grande público sem abrir mão da qualidade artística”, afima.

Música, teatro e audiovisual em uma mesma narrativa

A dramaturgia criada por Lucas Vasconcellos costura interpretação, canto, música e projeções audiovisuais em uma encenação que transita entre o real e o imaginário. Enquanto os personagens percorrem a estrada rumo ao estúdio de rádio, vídeos, iluminação e cenografia ampliam a sensação de deslocamento e reforçam o diálogo entre diferentes tempos da narrativa.

A direção de Leonardo Fernandes aposta na integração das linguagens como elemento dramatúrgico. Em vez de apresentar números musicais isolados, o espetáculo constrói uma experiência contínua, em que cada canção impulsiona a história e revela novas camadas dos personagens.

Realização

O espetáculo conta com patrocínio da J. Mendes, SulAmérica, Sotreq, EPR Via Mineira, Siemens, Elecnor Brasil, Hermes Pardini e Minas Mineração; apoio do Banco do Brasil, Instituto Social Sotreq e Fundação Siemens; fomento do Fundo Municipal do Idoso, Conselho Municipal do Idoso de Belo Horizonte e Prefeitura de Belo Horizonte; e realização do ECA – Espaço de Cultura e Arte.

 

Serviço

Conduzindo Miss Martino

Datas: 3 e 4 de setembro de 2026 (quinta e sexta-feira)

Horário: 20h

Duração: 1h15

Local: Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas

Endereço: Rua da Bahia, 2.244 – Lourdes – Belo Horizonte (MG)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/124721

Classificação indicativa: Livre

 

Ficha técnica

Texto: Lucas Vasconcellos

Direção: Leonardo Fernandes

Direção musical e regência: André Brant

Assistente de direção: Vanessa Gabriel

Elenco: Fabíola Protzner (soprano), Pedro Vianna (barítono) e Ricardo Matosinho (piano)

Arranjos: Fred Natalino

Orquestra: Rafael Silveira (flauta), Tiago Silva (clarinete), José Vítor Assis (trompete), Igor Lima (trombone), Rafael Matos (percussão), Samuel Gomide (violino I), Leíse Renhe (violino II), Ana Calina (viola), Paula Mendes (violoncelo) e Nando Moreira (contrabaixo)

Preparação vocal: Cristina Gusmão

Preparação corporal e coreografias: Eliatrice Gischewski

Figurino: Rosina Lobosco

Cenário: Leonardo Fernandes

Caracterização: Janice Ribeiro

Criação de luz: Wladimir Medeiros

Vídeos: Letícia Leão – Leão Arte Filmes

Produção executiva: Filipe Guimarães